Notas e Apartes 1.637
Candidatura – Mesmo preso, Jair Bolsonaro continua com milhões de eleitores fiéis a seus princípios e valores. Depois de muita pressão de setores do Centrão, ele soube esperar o momento certo para anunciar a transferência de seu capital político para alguém de sua extrema confiança. O senador Flávio Bolsonaro é o primogênito do ex-presidente e foi ungido por ele como pré-candidato do PL à Presidência da República em 2026.
Pesquisas – A Real Time Big Data divulgou pesquisa indicando que a direita ainda precisa do aval de Bolsonaro para decolar na eleição. Já de acordo com a Ipec/Ipsos, Lula tem a maior rejeição entre os possíveis candidatos à Presidência com 44%, ante 35% de Flávio e 30% de Michelle Bolsonaro.
Geração Z – Quanto mais jovem, mais de direita, diz pesquisa divulgada pelo Poder360. Dos jovens entre 16 e 24 anos, a chamada Geração Z, 52% dizem ser de direita/centro-direita, ante 31% de esquerda/centro esquerda e 12% de centro. Entre a população em geral, os números indicam, respectivamente, 42%, 40% e 3% de preferência. Manter o povo na ignorância e na pobreza é um dos principais objetivos da esquerda. Lula afirmou no ano passado que “quem ganha mais de R$ 5 mil por mês não vota no PT”. O assistencialismo é um dos motores da esquerda em qualquer parte do mundo.
Reações – Os representes do sistema foram pegos de surpresa. Os grandes banqueiros e rentistas não gostaram da indicação de Flávio. A Bolsa de Valores caiu no dia do anúncio. Já o dólar subiu. Mas a situação logo se normalizou. O mercado, representante maior do sistema, não quer alguém que não reza conforme sua cartilha. Tanto que apoia Lula, um presidente que durante seus três mandatos andou par e passo com os grandes banqueiros, que nunca faturaram tanto quanto no período em que a esquerda (des)governa o país.
Pior – Já comentei e repiso. Esse pessoal do Centrão, que em sua maioria representa o sistema, é mais nocivo para o Brasil do que a própria esquerda. Por isso, em 2026, para a Câmara e o Senado, é fundamental eleger quem realmente vai trabalhar pelo bem-estar do país e não parasitas que surfaram na onda de Bolsonaro e depois viraram as costas para os interesses da população.
Escândalos – Vários ministros do Supremo já ultrapassaram todos os limites há muito tempo. A lei só vale para quem não é da cúpula e para os simples mortais que não comungam com as ideias da esquerda. O mais recente escândalo foi protagonizado pelo ministro do STF Dias Toffoli. No dia 28.11, ele viajou de carona em um jato privado com um advogado do Banco Master para assistir à final da Libertadores. O Palmeiras, time do coração do ministro, foi derrotado em Lima, Peru. Dois dias depois, Toffoli avocou para o Supremo todos os processos contra Daniel Vorcaro, dono do banco. Além disso, determinou sigilo máximo sobre os processos. Esse pessoal nem disfarça mais. Isso já não mais indigna o povo, anestesiado por uma avalanche de medidas absurdas. O pior é que a maioria sequer toma conhecimento dessas bandalheiras.
Defesa – O senador Rodrigo Pacheco saiu em defesa de Toffoli. Disse que há excesso de críticas por carona em jato com advogado de banqueiro até Lima. O mesmo avião já havia levado o ministro a Roma, em 2024. Essa troca de favores entre o mercado e ministros do STF mostra quem manda no Brasil. Na opinião de Pacheco, não há nada de errado nisso. Postulante ao cargo de ministro do STF, ele foi preterido por Lula. Apesar disso, saiu em defesa de Toffoli. Vai que Lula desiste de “Bessias” e indica Pacheco, que é um “grande” senador. Afinal, ele tem quase dois metros de altura.
R$ 129 milhões – Pela bagatela de R$ 129 milhões, o Banco Master contratou o escritório de advocacia da esposa do ministro Alexandre de Moraes, do STF. O contrato é de três anos, com pagamentos mensais de R$ 3,6 mi a partir do início de 2024, e foi encontrado pela PF no celular de Daniel Vorcaro. A PF investiga uma fraude de R$ 12 bilhões em operações do Master com o BRB. Além do valor astronômico, jamais visto em uma contratação assim, o instrumento não especifica processos ou causas. Somente estabelece que o escritório deve representar o Banco Master “onde for necessário”, sempre que solicitado. Não se sabe quantas parcelas foram pagas. É claro que tudo isso não tem nada a ver com o fato de a advogada Viviane Barci de Moraes ser esposa de Dom Pedro III. Afinal, ela é supercompetente.
Arruaceiro – Conhecido como um dos maiores arruaceiros da Câmara Federal, o deputado Glauber Braga (PSOL-RJ) ocupou indevidamente a cadeira do presidente Hugo Motta na tarde de ontem, 9, durante duas horas. A Polícia Legislativa o retirou à força à noite. Alvo de processo de cassação por expulsar um militante do MBL com chutes da Câmara em 2024, Glauber ocupou a Mesa da Presidência após Motta anunciar para ontem a votação da cassação de seu mandato. O Conselho de Ética da Câmara já aprovara a cassação em abril deste ano. Como todo esquerdista, Braga se acha imune a qualquer punição.
Blindagem – Por 19 votos a 12, membros da CPMI do INSS impediram a convocação de Fábio Luís, filho de Lula, para depor na comissão. Lulinha foi acusado por Edson Claro, ex-braço direito do Careca do INSS, de receber dele R$ 25 milhões, além de uma mesada de R$ 300 mil. O dinheiro veio de fraudes contra aposentados do INSS. Se for inocente, Lulinha perdeu uma boa oportunidade de se defender dessas acusações. Já tem gente duvidando que Fábio seja filho de Lula, a “alma viva mais honesta do Brasil”.
Dosimetria – Como já comentei em outra coluna, não cabe ao Legislativo estabelecer a dosimetria de penas aplicadas a quaisquer réus. Esta é uma competência do Judiciário. Sem apoio político suficiente para aprovar uma anistia aos condenados de 8.1.23, deputados de direita acabaram, pelo menos por ora, apoiando o PL 2.162/23, que recalcula e reduz as penas desses réus. O projeto foi aprovado por 291 votos contra 148 na madrugada desta quarta (10). Presidente do Senado, Davi Alcolumbre disse que o PL deve ser votado e aprovado pelos senadores ainda este ano. Vencida esta etapa, resta a sanção ou o veto de Lula. Não é o ideal, mas o possível neste momento. A oposição deve continuar lutando pela aprovação da anistia no próximo ano.
Donato Heinen


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