Jogo e china
Flores da Cunha é nome de município. O maior produtor de vinhos do Brasil. É nome de via pública, como a Avenida Flores da Cunha, principal artéria de Carazinho, polo logístico gaúcho. Ambas homenagens a um administrador competente e eventual militar, no século passado. A ele se atribui uma frase famosa, quando, indagado como um político de renome, advogado e fazendeiro rico, chegara ao final da vida passando dificuldades. Ele respondeu com a afirmação famosa: “Cavalos lerdos e mulheres ligeiras! ” De fato, era mulherengo e jogador contumaz. Sua fala, ao fim da vida, deveria ser exemplo.
Passados um século, o jogo continua fazendo vítimas no Brasil, levando homens e mulheres, a perder dinheiro, mansamente, atrelados as apostas virtuais. Em bets ou casas de jogos, em sites de apostas legais ou ilegais, facilitadas pelo celular. Como doença em um corpo sadio. As Igrejas estão preocupadas, e abordam o problema nos púlpitos. Os órgãos de fiscalização do governo estão buscando formas de combatê-las. Seria simples: proibir os jogos de azar on-line. As apostas estão destruindo ou fazendo, isto sim, o azar das nossas famílias.
As “chinas” do Flores da Cunha, viraram a China de nossos dias. Inundando o Brasil com produtos do nosso dia a dia, vendidos com preços subsidiados pelo governo chinês. Muitas indústrias brasileiras fecharam, por não poder concorrer desta forma ou se transferiram para o Paraguai, onde os impostos são menores. O ataque chinês agora é na nossa indústria de automóveis. As fábricas deles no Brasil são reles montadoras de peças fabricadas na China e não o ideal: industrializá-los no nosso país. Jogo e China, como no século passado, como sempre: inimigos das famílias ou da sociedade como um todo.


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