O Inter é a crônica de uma morte anunciada

Erros individuais são o grande problema no time. Duda Fortes / Agencia RBS
Com a derrota para o Bahia por 1 a 0 em casa, são dois pontos em 18. Campanha clássica de rebaixamento. Nesse ritmo, com a torcida (com razão) abandonando e sem forças, a Série B é logo ali. E, ao contrário do ano passado, desde o início. E com todos os avisos possíveis de que seria assim.
Time e elenco fracos, com erros individuais constrangedores na hora de dominar a bola, de tentar um passe. E de finalizar claro, muitas vezes de forma errada, de qualquer jeito. Conta como chute na estatística, mas e dai? Consequência zero.
Pode-se fazer toda análise tática possível, mas com um nível tão baixo, errando o básico do básico, nem Guardiola salva o Inter. Com Ronaldo e Paulinho abrindo o meio, a derrota é um dever. Pior: o Inter entrou naquela fase de que o bom é sempre o que está no banco. Sintoma de elenco fraco.
A tentativa de Bernabei atacante, invertendo Carbonero, tirando Vitinho e estreando Matheus Bahia não funcionou. Bernabei até foi bem no começo, mas quando cortava para dentro faltava o pé direito. Repetiu-se o programa com Carbonero do outro lado, agravado pelas incapacidades de Aguirre.
Então é aquela história: veste aqui, desveste ali. Não condeno Pezzolano. Se o ataque não faz gols há muitos jogos, tem de mexer. Para resolver a sangria defensiva, baixou Ronaldo entre os zagueiros. Linha de cinco, para tentar se proteger melhor. Aí o gol do Bahia acontece por dentro, a drible, com Ronaldo quase marcando contra ao tentar salvar uma bola fácil e dando no pé de William José.
Melhorou com Bruno Gomes no lugar de Aguirre e Vitinho de volta? Sim. Alerrandro e Borré juntos foi upa-upa, e ainda deu tempo de Alerrandro perder dois gols feitos.
Cantei a pedra antes: parte de pretensa organização e volume do Inter se dá porque o adversário sai sempre na frente. Basta ser atacado uma ou duas vezes para tomar o gol. Aí o inimigo dá o campo, o Inter fica com a bola e joga no contra-ataque. Mas chances claras mesmo de gol, poucas.
A torcida está abandonando o time. Só 16 mil em um domingo de sol. Claro sinal de desistência. Até a paixão tem limites. Quando vier a janela para contratar, se conseguir contratar, não vai dar tempo. É ou não é a crônica de uma morte anunciada?
Diogo Olivier - GZH

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