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Por Donato Heinen. Publicado em 28/05/2026 as 20:28:19

Ex-alto funcionário da CIA é preso com mais de R$ 200 milhões em barras de ouro escondidas em casa

FBI prendeu ex-alto funcionário da CIA David Rush após encontrar 303 barras de ouro avaliadas em R$ 202 milhões em sua residência nos EUA


Mais de 300 barras de ouro, estimadas em 40 milhões de dólares, foram encontradas na residência de David Rush (Oliver Helbig/Getty Images)

FBI encontrou 303 barras de ouro, milhões em dinheiro vivo e dezenas de relógios Rolex na residência de David Rush, acusado de desviar fundos públicos da agência de inteligência americana

Uma operação do FBI realizada no dia 18 de maio na residência de David Rushex-alto funcionário da CIA, revelou um cenário impressionante: os agentes encontraram 303 barras de ouro, US$ 2 milhões em dinheiro vivo e 35 relógios de luxo, sendo muitos deles da marca Rolex. O valor estimado apenas do ouro chega a US$ 40 milhões — o equivalente a cerca de R$ 202 milhões pela cotação atual.

Pedido de recursos para suposto projeto secreto

Segundo as investigações, Rush ocupava um cargo de alta relevância dentro da CIA e teria solicitado a seus superiores uma “quantidade significativa de moeda estrangeira e dezenas de milhões de dólares em barras de ouro”, sob a justificativa de que os valores seriam necessários para um suposto trabalho sigiloso. Os recursos foram liberados entre novembro e março, mas até o momento não ficou claro a que finalidade o dinheiro seria realmente destinado.

Acusações formais de desvio de recursos públicos

A prisão de Rush foi noticiada pela agência The Associated Press na quarta-feira, 27. Ele é formalmente acusado de roubar recursos públicos ao desviar grandes montantes de dinheiro que eram originalmente destinados a despesas relacionadas ao trabalho na agência de inteligência americana. De acordo com os policiais, Rush “desviou, roubou, subtraiu ou conscientemente se apropriou de um bem de valor dos Estados Unidos”.

Investigação sobre qualificações falsas levou à descoberta

A apreensão do ouro e dos demais bens é, na verdade, um desdobramento de uma investigação mais ampla conduzida pelo FBI. O inquérito original buscava apurar se Rush havia fornecido informações falsas sobre sua formação acadêmica e histórico militar para ascender à posição de “funcionário executivo sênior” na CIA. A própria agência de inteligência teria indicado a existência de “possíveis violações da lei” por parte de Rush, o que intensificou as apurações.

Diplomas e patente militar inventados

Os investigadores descobriram que Rush teria afirmado falsamente ser piloto da Marinha e possuir duas graduações — uma na Universidade Clemson, na Carolina do Sul, e outra no Instituto Politécnico Rensselaer, em Nova York. Na realidade, ele nunca frequentou nenhuma dessas instituições. Embora tenha se alistado na Marinha em 1997 e servido como tenente na reserva entre 2004 e 2015, Rush jamais passou por avaliações como piloto ao longo desse período.

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